sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Pais, nação soberana e seus líderes

Hoje em dia, com as mais diversas divisões políticas, sociais, geográficas, religiosas, entre tantas outras, fica extremamente complicado se fazer uma definição concreta do que possa ser um país ou uma nação.
Mas, mesmo com todas essas diferenciações, algumas particularidades ainda são facilmente identificáveis, e é a partir destas particularidades que vamos percorrer o longo caminho que possa definir uma nação, mesmo que apenas ideológica, não sendo possível coloca-la em prática, como discutiremos de acordo com o desenvolvimento do raciocínio.
Primeiramente, podemos definir que um país é definido por um povo que, independente de sua localização geográfica, segue seus estatutos, preceitos e, principalmente, seu líder.
Podemos ver isso com grande facilidade quando voltamos nossos olhares para povos que possuem uma história muito forte, como chineses, japoneses, judeus, alemães, italianos, portugueses, entre outros tantos. Vemos que, mesmo longe de sua terra de origem, por vezes nem sequer sendo nascidos em sua terra de origem (o que torna esta frase uma contradição), as pessoas guardam seus preceitos, hábitos cultivados, princípios religiosos, comportamentais e passam toda esta carga cultural a seus descendentes.
Um país é regido, normalmente, por uma pessoa, ou um grupo de pessoas, dependendo de qual regime segue, e são estas pessoas que tem o grande compromisso em manter a união de seus pares. Este dever é por muitos desprezado, o que gera um grande descontentamento, e havendo uma sequência grande de líderes que descumprem este papel, acabam por descaracterizar sua nação, fazendo-a perder a sua identidade e acabar sendo absorvida física e culturalmente por outras nações.
No Brasil, não há um poder público que tenha ou mantenha este compromisso com a manutenção e bem estar de seus pares, fazendo que muitos não mais se orgulham de sua nacionalidade, adaptando-se a outras pátrias, ou incorporando facilmente outras culturas.
O líder de um país precisa, primeiramente estar identificado com as características de seu povo, entender suas necessidades, seus anseios e, finalmente, possibilitar que este povo consiga alcançar, por esforço próprio, sua satisfação pessoal.
Não acredito que um povo possa ser feliz e satisfeito, tendo que conseguir seu sustento, preocupar-se com sua segurança, saúde, educação e tantas outras necessidades que se colocam de igual prioridade, cabendo ao governo providenciar meios e recursos necessários para que o povo, por meio de seu trabalho, consiga atingir a felicidade e, por meio de impostos financeiros e doações pessoais (de horas, trabalho, ajuda, acompanhamento, etc) possibilitem ao governo manter todas as demais necessidades supridas.
Não creio, de forma alguma, que cabe ao governo subsidiar, financiar ou mesmo doar recursos a este ou aquele cidadão, pois isso gera um desequilíbrio muito grande em toda a frágil estrutura que mantém a união entre as pessoas que compõe sua nação.
Também é importante que a liderança entenda que o ser humano tem a grande necessidade de segregação, seja ela qual for, racial, religiosa, financeira, intelectual, etc. O entendimento desta necessidade possibilitará à liderança trabalhar estas diferenças sem destituir-lhes o significado e evitando abusos de qualquer parte que seja.
Hoje no Brasil, há todos os tipos de segregação, grande parte deles velados, mas bastante evidentes, grupos que querem impor suas diferenças das mais diversas formas, como os líderes não conseguem entender suas diferenças e pregam um sistema igualitário, não respeitando cada grupo em seu estado natural, provoca indizíveis confrontos, normalmente em forma verbal e velada, mas também chegando às vias de fato, luta armada e mortes. Basta ver os desrespeitos religiosos, políticos, e até mesmo por causa de times de futebol.
Um bom líder, será seguido até o momento em que deixar de perseguir os interesses de seus cidadãos, ou então, como logo veremos na África do Sul, com a morte de Nelson Mandela, os seguidores, seus dissidentes e seus divergentes entrarão em guerra racial novamente, por que Mandela não teve o cuidado de deixar um "herdeiro".
O processo de liderança de um país em crescimento contínuo deve ter um acompanhamento diário de tudo o que cerca seus cidadãos, cabe ao líder ter capacidade de entender e acompanhar seu povo, propor caminhos e cuidar para que não haja processos de desvio ou corrupção dos objetivos.
Ser o líder de uma nação é uma tarefa que exige dedicação exclusiva, por isso Sócrates (filósofo) sugere que o cidadão só entre no mundo político depois de muito estudo e com uma idade mais avançada, pois ele terá mais sabedoria para lidar com as necessidades de seu povo.